Fotógrafos Homenageados # 1 – Duane Michals

Alices Mirror

Alices Mirror

“Acredito no invisível. Não acredito no visível… . Para mim  a realidade reside na intuição e na imaginação, e na vozinha da minha cabeça que diz: “Isto é extraordinário?!”.

Esta frase de Duane Michals sintetiza com perfeição o processo criativo deste fotógrafo, mescla de surrealidade e realização concreta do imaginado.

Nascido em 1932 em Mckeesport, na Pensilvânia, entre 1951 e 1953 estudou na universidade de Denver e em 1956 freqüentou a Parson School of Design de Nova York.

Magritte

Magritte

Tirou as primeiras fotografias em 1958 numa viagem pela União Soviética. Após, estabelecido em Nova York, trabalhou para revistas de moda e entretenimento como a Vogue, Esquire e Mademoiselle.

Paradise Regained

Paradise Regained

Nesta época já revela seu sentido para produções crípticas, por vezes semelhantes a sonhos, revelando interesse pelo surrealismo.

Na década de 60, visita Renné Magritte e compõe a série de retratos deste artista que é considerada por muitos o apogeu da arte de Michals, dado que conseguiu apreender não só Magritte, a pessoa, mas também o seu mundo de ideias artísticas.

The Iluminated Man

The Iluminated Man

Suas sequências de fotografias auto-encenadas tornaram-se especialmente famosas por procurarem ultrapassar as restrições da imagem única.

“Não estava satisfeito com a imagem individual por que não conseguia submetê-la a uma descoberta adicional. Na seqüência, a soma de imagens indica o que não pode ser dito por uma única fotografia”.

Chance Meeting

Chance Meeting

Michals usou três a quinze fotografias para compor histórias pictóricas que, todavia, não constituíam normalmente narrações completas, mas acontecimentos misteriosos destinados a colocar questões e a atrair o observador para uma contemplação mais atenta. Ao usar seqüências de fotografias, Michals traduziu histórias pictóricas, freqüentemente acompanhadas de descrições, de acontecimentos quotidianos tão ominipresentes no fotojornalismo dos anos cinqüenta e sessenta numa afirmação artística.

Andy Wahrol

Andy Wahrol

Em 1966, Michals começou a dar às suas fotografias títulos escritos a mão que depois expandia em explicações cada vez mais pormenorizadas. Em alguns casos, chegaram mesmo a tornar-se textos literários independentes. Com estas elaborações verbais, Michals queria aumentar o valor de reconhecimento de sua capacidade de contar histórias, caso contrário, estritamente visuais. Ao mesmo tempo, proporcionou à ferramenta mecânica imagética da fotografia um toque pessoal e gráfico. Mais tarde, realçou esse efeito nas fotopinturas, em que combinou fotografia com gráficos e pinturas pintando imagens por cima.

Things Are Queer

Things Are Queer

Através de seu trabalho fotográfico, Michals põe em questão não somente a realidade que o público normalmente credita a fotografia, mas os mecanismos que a constituem como linguagem, documento e arte.

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Sobre Coletivo Pandilla

Coletivo Fotográfico – Intervenções com imagens.
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