Salve do Pandilla

4 anos,  1460 dias. Pouco tempo para avaliar uma trajetória fotográfica, menos ainda pra mensurar uma experiência que cada vez mais transborda a questão profissional pra se constituir em uma reflexão de vida.

Lá se vai mais um ano para o Pandilla, lá se vai mais um trecho da caminhada.

Neste ano de 2013, número mágico, cheio de superstições, sentimos que a semente começa brotar. Depois de três anos preparando o terreno, lavrando a terra, aprendendo as técnicas de cultivo, sementeando, vislumbramos os primeiros pequenos sinais desse trabalho.  Pequenos, porém sólidos, e isso é o que nos importa.

Ano de transformações no Coletivo e em cada um dos três. De experiências acumuladas, de revoluções subjetivas e concretas, de transformar a si e ao outro. De tensão também, pois sabemos o quanto é difícil realizar com verdade um trabalho coletivo sem desrespeito à individualidade alheia.

Corremos o risco de esquecer alguém, pois são muitas as pessoas que nessa caminhada tem compartilhado conosco seus saberes. Mas não se vive sem correr o risco, pois como diria Riobaldo,  – “viver é muito perigoso, há de se ter muita coragem”. Então, com coragem e a certeza do perdão por algum esquecimento, aqui vão alguns agradecimentos do Pandilla a pessoas que foram, e esperamos que continuem sendo, parceiros nossos de cada dia.

Dante Gastaldoni e João Roberto Ripper, pela imensa generosidade e confiança em tudo que tocam, pela afetuosidade e carinho.

Joana Mazza e Erika Tambke pelas conversas e sonhos compartilhados.

Ricardo Funari pela acolhida fundamental no trabalho Memórias Desenterradas, pela amizade segura e firme.

Antonio Paiva e a galera da Sociedade Fluminense de Fotografia. Nosso desejo que as aulas voltem depressa.

Aos que nos ajudaram a tornar concreta a exposição Ausência, no FotoRio deste ano, em especial ao Milton Guran e Thaís Rocha,  a equipe de coordenação da Galeria Vitrine da ECO – Escola de Comunicação da UFRJ, a Márcia Melo, Humberto Cesar e  aqueles que viabilizaram as ampliações com suas contribuições.

Todos, sem exceção, do Imagens do Povo, nossa segunda casa, porto alegre e seguro das nossas inquietações e sonhos.

Aqueles que compartilhamos nossas angústias e desejos, nos cursos, palestras, conversas de sala e de boteco, virtuais e cara a cara, que com sinceridade nos ajudaram a percorrer melhor a estrada.

Aos Coletivos que longe ou perto nos lançam sinais de como e por onde reinventar nosso fazer fotográfico.

Que no ano que se aproxima, ano de Iansã e Xangô, a curiosidade e o bom senso estejam presentes no fazer de todos nós.

Que Exú, o dono do corpo, continue a guiar nosso caminho, nossas escolhas nas encruzilhadas dessa vida cheia de acasos.

Que enfim, possamos levar nosso pequeno barco muito além do horizonte desse mar fotográfico que nos acolhe.

                                                                                                             Coletivo Pandilla

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Sobre Coletivo Pandilla

Coletivo Fotográfico – Intervenções com imagens.
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